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QUAL O FUNDAMENTO DAS TRANSFERÊNCIAS?

Entre os interesses profissionais em qualquer carreira que se escolha seguir está o de trabalhar no local que lhe é mais cômodo. Nas organizações policiais não é diferente, apesar da possibilidade permanente de não atuar onde se estão amigos, parentes, estudos etc – com o limite estadual para as polícias civis e militares, e nacional para as polícias federais.

Observando estes elementos, podemos colocar a questão das transferências e permanência em determinada unidade como fator central entre os anseios dos profissionais. Assim, desconsiderando outros elementos, o ideal é que todos sirvam na organização policial que mais lhe agrada, dando motivo aos profissionais para que trabalhem sem estas preocupações.


Porém, existem localidades, geralmente inóspitas e distantes dos grandes centros urbanos, que poucos, ou nenhum policial quer trabalhar. Inevitavelmente os gestores das polícias lançam mão de suas prerrogativas para desagradar um servidor a bem da necessidade pública, pelo menos enquanto não surge a possibilidade de substituição voluntária. Nesses casos, é sempre importante demonstrar a quem é designado ao posto por obrigação quais foram os critérios da medida, assegurando-lhe toda a dignidade necessária.

Às vezes, pode ocorrer um desencontro de vontades. Um policial de uma unidade A deseja ir para a unidade B, e um policial desta última quer ser transferido para a unidade A. Por desencontro de informações, ambos trabalham insatisfeitos, gerando conseqüências notáveis ao serviço. A administração deve sempre estar atenta a essas incongruências, muitas vezes fáceis de resolver com uma simples consulta/diagnóstico.

Em alguns países, as polícias fazem campanhas para recrutamento de policiais de determinada região, possibilitando até que amigos ou conhecidos indiquem possíveis candidatos que pareçam ter aptidão para a função, que são convocados para entrevistas e convencidos a se submeter voluntariamente aos processos seletivos.

Neste contexto, o indeferimento de permutas de local de trabalho entre servidores é algo difícil de justificar. Até mesmo se o perfil técnico do profissional for mais adequado para dada função, não deve se acreditar que o rendimento será o mesmo se existir insatisfação na permanência em tal unidade.

Transferir um policial na tentativa de puni-lo também é contraproducente, além de ser um ato ilegal, ilegítimo e com ares de covardia, pois existem procedimentos normatizados para apurar e penalizar um policial que tenha se desviado das condutas previstas.

É preciso ainda lembrar que, sendo (ou devendo ser) a atividade policial eminentemente comunitária, atuar no seio de sua comunidade, sempre levando em conta as variáveis de segurança, pode ser uma medida de incentivo à aproximação e confiança entre a sociedade e a polícia. Além do profissional, quando está próximo dos seus, ter todo o sustentáculo familiar e afetivo necessário a qualquer ser humano, que ciclicamente passa por problemas.

Abordagem Policial

Comentários

  1. Muito bom tratar desse assunto Heronides. Em sendo próximo de sua residência, até que dá pra trabalhar numa cidade vizinha. A não ser q exista Comente tb sobre a questão d carga horária da Gloriosa! Abraço.

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  2. Comente sobre a situação d pms q servem no interior d estado e sua carga horária enquanto policial e servidor público. Tem alguns pms q preferem servir em um batalhão mais distante d sua moradia. São poucos, mas tem. No interior é viável a questão da jornada p se t uma folga maior, e tb por questão d gastos c transporte no deslocamento ao local d trabalho.

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  3. Esta postagem foi retirada do blog Abordagem Policial, e escrita pelo tenente Danillo Ferreira.

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  4. As TRANSFERÊNCIAS DE PRAÇAS obedecem ao critério PESSOAL, DE SUA CONVENIÊNCIA PARTICULAR;
    As movimentações dos OFICIAIS obedecem ao CRITÉRIO DA CONVENIÊNCIA DO SERVIÇO PÚBLICO.
    Essas CONCLUSÕES FORAM TIRADAS PELA SGT PM TIANI, em um trabalho ACADÊMICO, CIENTÍFICO.
    SUGIRO QUE A CONSULTE PARA VER MAIS DETALHES.
    ABRAÇOS.

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  5. Muito pertinente trazer à baila um assunto dessa natureza, tendo em vista que na nossa instituição esse tipo de ato é praticado abusivamente com frequência.

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  6. ENQUANTO A INSTITUIÇÃO EM PAUTA CONTINUAR A MESMA, SEM QUALQUER EVOLUÇÃO ESTRUTURAL E COM FORTES TENDÊNCIAS POLÍTICAS, TUDO VAI CONTINUAR DA MESMA FORMA QUE COMEÇOU.

    PARA RESOLVER TODA E QUALQUER SITUAÇÃO DEGRADANTE E DESRESPEITOSA COM RELAÇÃO AO ELO CONVERGENTE/DIVERGENTE ENTRE OS COMANDANTES E COMANDADOS, SÓ SERÁ SANADO SE HOUVER UMA MUDANÇA RADICAL NO SEIO DE SUA ESTRUTURA, SE ISSO NÃO OCORRER, NADA VAI MUDAR E ESSE TIPO DE SITUAÇÃO VAI ACONTECER SEMPRE. INFELIZMENTE!

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